18 de junho de 2010

Eldarion (Ébrio) Finruillas

Hoje a biografia é de Ébrio, um dos novos integrantes da Comitiva Escarlate.
Nome: Eldarion (Ébrio) Finruillas
Raça: Meio-Elfo
Classe: “Psion”
Altura: 1,69
Peso: 69 kgs.
Cor dos Olhos: Verde
Tendência: Leal e Bondoso

“A farra nunca acaba enquanto a cerveja estiver na tina!”
– Eldarion Finruillas



A grande praça de Pinus não será a mesma sem seu enorme comércio. Muito menos pelos mercanteiros e compradores de todos os cantos de Solaris. Nem as aventuras e os becos estreitos, onde estranhas formas se projetam. Mas a grande praça de Pinus não será a mesma sem um protagonista essencial de suas atividades: “O Ébrio”.

Seja sentado ao pé de alguma barraca, debruçado sobre uma tenda, afanando uma maçã ou duas, o Ébrio é parte da classificação do mercado de Pinus. Muitos dizem que ele já foi um grande general ainda na Grande Guerra da Sagrada; outros, que ele é o verdadeiro Rei de Pinus e espera a hora certa para retirar o Regente Lou Devoule de seu digno trono. Há ainda relatos abordando a figura do Ébrio como um druida incapaz de fazer do solo de Pinus um campo de colheitas.

Independente do seu ponto de vista, você deve concordar que o Ébrio faz da praça de Pinus um lugar mais “cativante”.




Ele se ajoelhou em meio à massa que gritava e bajulava. Os gritos não importavam mais a ele naquele momento, nem mesmo a constante movimentação de braços e pernas, à medida que ele se abaixava. Os chutes imprevisíveis em suas costas e tapas sem querer em sua cabeça não desviava sua atenção. Enfim, sentou-se no chão sujo da grande praça; o céu cinzento e sem sol faziam os ladrilhos, colocados com maestria na superfície, parecerem mais gelados do que o normal. Retirou de um pequeno rasgo (que algum dia já deve ter sido um bolso) de seu traje sujo, uma pequena esfera negra que lhe cabia na palma da mão direita. O globo, negro como a noite sem estrelas, refletia a silhueta distorcida do Ébrio. Ele sorriu toscamente. Assoprou a pequena peça removendo uma fina camada de poeira e pôde ver seu rosto melhor refletido. Ajeitou os cabelos rasos e olhou fixamente ao orbe. “Mãe... queria que você estivesse aqui...” – pensou consigo mesmo. Em seguida, esticou seu braço esquerdo, tomando cuidado para não ser acertado por nenhum par de pernas que cruzavam seu caminho. Numa rua estreita, uma das saídas da grande praça; madeira, entulho, sacos e garrafas começaram a girar em elipse. “O espetáculo mental tem seu primeiro ato” – Pensou consigo mesmo. No apertado beco, onde não passavam pessoas naquele momento, tacos de madeira, e pedaços de panos rasgados circundavam a área como se abrissem espaço para as garrafas centrifugarem. Uma das garrafas ainda continha o pouco de vinho em seu fundo, como ele pôde perceber bem. “Agora, o ‘minueto’ que antecede o Ato II” – Disse levantando seu indicador esquerdo. Subitamente, a garrafa de vinho parou em meio ao ballet das outras quinquilharias e começou a percorrer uma tênue trajetória do beco até a praça. Ao perceber a movimentação de mercanteiros, ele a levantou por cima de suas cabeças, guiada por seu indicador. Ao passar por cima dele, o Ébrio abriu a boca e ordenou que a garrafa despejasse seu liquido reconfortante. “Aahhh...” – Exclamou limpando os beiços com a manga do casaco. A garrafa foi violentamente empurrada até o final do beco, passando pelos mercanteiros novamente, até ir de encontro ao final da rua, fazendo-se em pedaços. “Está cada vez mais complicado achar algo de útil para beber por aqui...” – Disse guardando o orbe de volta em seu casaco e levantando-se, começou a andar, espalhando-se entre os mercanteiros da praça.




Eldarion Finruillas, mais conhecido em Pinus como “O Ébrio”, é um mendigo com habilidades nada comuns. Desde pequeno, na Cidade do Sul onde morava com a família, ele costumava ver sua mãe levitando objetos, girando mesas suspensas do chão e até mesmo tentando adivinhar seus pensamentos. Ela costumava dizer que um dia ele conseguiria controlar sua mente como ela, assim como seu irmão: Anarion Finruillas.

A família de mercanteiros sempre evitou o contato com nobres, chefes de Estado ou até mesmo pessoas comuns. Isso porque Eldarion e seu irmão são seres “meio-elfos”. Filhos de um pai elfo com uma mãe humana. Eldar Finruillas era um elfo dedicado ao comércio. Amante das grandes viagens, costumava partir do porto da Cidade do Sul até os confins de Solaris à procura dos melhores preços e de lucros altos. Porém, certa vez enquanto os garotos ainda eram menores impúberes, seu pai partiu numa viagem onde nunca mais retornaria: ele viajou até Lokah, no continente de Goniar e nunca mais foi visto. Até hoje, Eldarion não sabe do paradeiro de seu pai.

Aos treze anos ele teve seu primeiro momento de psique. Onde conseguiu levitar um pequeno graveto com sua mente. Dois anos depois, Eldarion já conseguia controlar sua tele-cinese tão bem quanto sua mãe, enquanto o primogênito, Anarion, ainda não tinha revelado suas habilidades.

Porém, numa manhã, enquanto Eldarion ajudava sua mãe, estranhas criaturas surgiram até a casa dos Finruillas e assassinaram a pobre mulher tele-pata com armas de pólvora à queima roupa. Eldarion que presenciou a cena, emitiu ondas psíquicas que empurraram as criaturas para longe, mas foi incapaz de conter o ataque dos mesmos, que capturaram ele e seu irmão.

Na verdade, as criaturas negras tratavam-se de agentes de um clã de ladinos famoso em Solaris. Um clã que viu nas habilidades psíquicas de Eldarion a chance de fazer sua arte ser mais lucrativa. Ele e seu irmão logo se tornaram iniciados nas manhas e controles da cidade, por meio do clã de gatunos. Eldarion, já com 21 anos, era o orgulho do clã. O ladrão da mente. Com suas prestidigitações psíquicas ele fazia objetos levitarem e se moverem sem ninguém perceber. A esta altura, Eldarion gostava do que fazia, via no clã uma forma legal de se levar a vida seja em noitadas de farra, seja acompanhado por muita bebida ou até mesmo ouvindo asneiras de seu irmão mais velho.

Porém, meses depois, estava a comemorar com seu clã numa taverna de Ludwig(Taverna da Pala Chifrudo), mas acabou comemorando de mais. Após beber além do seu limite, o jovem meio-elfo começou a contar os podres sobre a sociedade secreta do clã de ladinos a todos que quisessem ouvir em plena taverna mais famosa de Ludwig.

Eldarion acabou sendo expulso, mas sendo uma figura tele-pata, impedia que qualquer um colocasse as mãos nele, por tal motivo, seu clã – e inclusive seu irmão – o abandonou na capital do Reino de Donkapon, ali para viver sua própria vida.

Porém, uma pessoa que desde os 16 anos só rouba, bebe, afana, bebe mais, se dá bem, bebe um pouco mais e levita alguma coisa... Não sabe fazer outra coisa da vida. Sendo por muitas vezes expulso de Ludwig.

Hoje em dia ele vaga a grande praça de Pinus (sem saber ao certo como chegou ali), em busca do ultimo porre imaginável a ser experimentado.

Engraçado, piadista, algumas vezes idiota, cheio de vícios e problemas pessoais do qual ele não liga em dividir com os outros. Diante de uma situação de risco, será auto-confiante, excitado em resolver o problema do jeito mais melodramático possível. Face a uma batalha, será satírico, irônico, caçoador; adorará mostrar aos outros suas habilidades de psique, mas somente quando puder deixar os outros impressionados.

3 comentários:

  1. Como sempre, John surpreendendo em seus contos literários.
    Quem poderia imaginar um mendigo ex membro de um cla de ladinos com poderes psiquicos se tornando membro da comitiva escarlate?

    Muito bom ^^

    Somos sortudos de ter esses contos que, assim como todas as outras biografias postadas, apenas enriquecem o cenário de Jepo.

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  2. John Viking/Troll18 de junho de 2010 15:16

    Poxa, obrigado Diego.

    É bom variar um pouco e sair do "senso comum" do RPG...
    Espero que o Ébrio ainda traga alegrias e boas risadas à mesa.

    Abraços!

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  3. muito bom JOHN continue assim.
    Animado e divertindo a galera!!!

    ASS:lucas

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