12 de julho de 2010

Diario de Campanha: O Novo Senhor da Guerra - 2ª Sessão

“Correstes?”
No calor da batalha junto ao que restou da comitiva eu escutava. Por instantes achei que seriam mais dessas terríveis criaturas. Logo que pude ver donde vinha o barulho, de certo modo, fiquei mais agitado. Era Roxie junto a um garoto cheio de correntes. Nos encaramos e ele fez uma cara de debochado antes de atacar uma das criaturas. Tive certeza que, dessa vez, não era para tentar me matar.



Ao término da batalha, ele era minha próxima vitima. Mas ele me surpreendeu com uma historia de “Traidores da Ordem” e tinha uma lista em seu livro, que por sinal foi jogado para que eu o examinasse. No primeiro toque para abrir o livro, minha mão ficou grudada a ele, e por cima, podia ver o símbolo da ordem brilhando em minha mão. Foi muito pior do que sentir dor e sangrar. Não senti simplesmente nada, nem mesmo sentia mais meu braço.

Em apenas um golpe Roxie deita o druida que nos acompanha, e eu pude ver o nome de Articus ser riscado da lista. Será uma obra de Gonar?

Não tenho boas lembranças desse momento, ainda não conseguia entender o porquê não sentia meu braço, conversando com Roxie pude perceber que nem ele sabia ao certo o que acontecia. Depois de um tempo volto a sentir meu braço, sentindo vontade de matar algumas pessoas que estavam presentes, mas esse não é o momento, devo ter certeza que sentirei meu braço para golpear-lhes com precisão.

Seguimos caminho para Ludwig onde conseguiríamos ouvir a mensagem que a esfera continha. Começando a levantar acampamento, Alexander aparece com mais alguns fracos, insistindo que fossemos até a cidade, impedir a invasão dos Anões. Não me parecia uma má idéia matar alguns anões pra relaxar, mas teríamos batalha para dias, e o grupo precisava restaurar-se... Nossa! Realmente pensei isso na hora? Não é fácil admitir, mas pra quem não queria tomar esse tipo de decisão, acabei me tornando um líder, e até que não é tão ruim assim. Azulth, não sei onde podes estar agora, mas a comitiva não é mais a mesma sem sua liderança, espero lhe reencontrar algum dia para matarmos uns anões juntos.

Alexander viu que não entraríamos na guerra e desistiu da idéia, continuamos a levantar o acampamento e agora quem aparece é Henk propondo parar irmos até Anoehin. Como não tínhamos como entrar em Ludwig, não achei uma má idéia irmos. Fazemos uma pequena parada na Cidade do Sul , um dos locais mais fáceis de se conseguir bons itens mágicos, e logo voltamos ao barco que estava ancorado no porto ali próximo.

“Comitiva...” Foi o que eu pude ouvir naquele momento. Não faço idéia de onde saiu esse meio elfo chamando por nós. Ela se apresentou como Castiel, falou algumas coisas, e queria vir conosco. Uma voz que eu não suporto mais em minha cabeça finalmente parou de falar: “vá ao Templo de Namu”, e disse: “diga para onde queres ir”. Ao invés disso eu a chamei parar ir junto, e a voz ficou me questionando... Queria saber oque é essa voz.

Ainda em Borar porém já desancorados e a ponto de partir, Roxie disse que não iria conosco. Por algum motivo não consigo sentir raiva dele, talvez por ele ter bons motivo para seus feitos. Nos despedimos com um aperto de mão, e palavras de respeito. Já no barco, percebi que deveria entender essas coisas que estão acontecendo comigo, primeiro a voz, agora meu braço. Após contar isso a Aries e ele não ter a mínima idéia do que poderia ser, resolvi falar com Henk, ele poderia me ajudar.

Chegando a cidade do sul, Henk me leva até um templo da ordem. Lembro de ter respirado fundo antes de entrar e o acompanhei. Henk começou a fazer orações, olhou pra mim e disse que, o que eu havia recebido não era uma maldição, era algo bom, e também disse que Gonar disse isso a ele. Continuei sem respostas para essa voz que me persegue.

Só por obrigar Castiel a dividir sua ração comigo, fiquei alguns minutos sem sentir o meu braço.

Seguindo viajem, agora para Anoehin, uma enorme Hidra aparece em nossa frente, sem se quer estarmos preparados. Após seus ataques, olho para traz e percebo que Aries, Henk e eu somos os únicos que não morremos. Até que inicia um novo ataque. Pensando que tinha morrido, acordo e ainda estou em minha cama. A principio pensei ser mais um pesadelo, mas mudei de opinião após perceber que todos viram a mesma coisa. O barco estava destruído, grudado nos rochedos. Olhando no mapa, percebemos que essa ilha não está desenhada... Agora devo parar de escrever e dar um jeito de sair daqui.

- Kreev Neo Drako, guerreiro de Jhakar

Um comentário:

  1. John Viking/Troll13 de julho de 2010 18:19

    Muito bom, Leo!

    Tenho certeza de que Azulth ainda lhe ajudará a combater alguns anões.
    Até lá, lidere a Comitiva Escarlate (ou pelo menos o que sobrou dela...)

    Keep it up!

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